eu fiz tokkou

germano-100x100A sinceridade nas conversas, a flexibilidade dos participantes em não controlar nem monitorar através de regras mas sim criando um ambiente acolhedor e não rígido, apoiou uma boa força de coerência, necessária às nossas investigações. Os temas-chaves: raiva, liberdade, posse, felicidade, sociedade, intimidade, segurança, possuem força suficiente para impressionar a mente desatenta e distraída de quem vive de acordo com parâmetros e normas vigentes na nossa sociedade como eu, e puderam gerar movimentos de comparação com a experiência de “As One”, provocando no meu caso o desejo de ir para este lugar do zero. Esse movimento, repetidamente executado em grupo, me ajudou a ter um insight importante sobre minha tendência de agir no modo “é assim”, na maior parte das vezes buscando provocar sentido de autoridade sobre o outro – e de segurança em mim, não sendo sincero comigo nem com o outro todas as vezes. Não é incomum no meu caso que situações como estas tenham desmoronado, gerando conflitos e problemas tanto para mim como para a pessoa em que projetei essa falsa confiança. Augusto Gutierrez, 35 anos, Rio de Janeiro RJ

germano-100x100Eu achei o workshop muito interessante e poderoso. A técnica utilizada me surpreendeu muito, pois nunca vi este tipo de formatação onde juntos e através das reuniões podemos rever nossos conceitos e explorar o ser humano, ao invés de ouvir oratória ou “aprendizado” de alguém. Para mim foi muito forte pois estou quebrando a partir desse seminário, padrões de comportamentos e pensamentos que me limitam de há muitos e o mais interessante, que com a prática do “zero” e do questionamento me permitem continuar explorando novos modos de viver, pensar, sentir e me expressar. Gostei muito das dinâmicas, da formatação e principalmente da postura, atitude e qualidade de presença dos três facilitadores. A humildade e a atenção que foi portada em todos os momentos me tocaram muito. Os ensinamentos que desvendamos juntos e que recebemos levarei comigo para o resto da vida. Descobrir esse novo modo de viver (sem regras, caixa único, relações antes de tudo) que já se pratica aqui e no Japão me surpreendeu muito, pois não sabia que existia comunidade no planeta já vivendo assim. Tudo foi muito autêntico e natural. Germano Schulz, 30 anos, Atibia SP

conrado100x100Vim para o curso com a intenção de olhar para dentro. Sentia que nos últimos meses ou ano tinha interrompido, de alguma forma, a busca que havia iniciado por mais consciência interna. A crise que atingiu a minha empresa a partir do ano passado me fez me deparar com um cenário de muitas mudanças e reflexões sobre seu futuro, novas estratégias, demissões, não deixou muito espaço para continuar reflexões sobre novos rumos pessoais. No meio de trabalho e vida social bem ativa, senti que estava vivendo em função de coisas externas. Por mais que “tentasse”, não conseguia separar momentos para refletir sobre como me sentia, o que estava buscando, o que me motivava.. Vir ao Tokkou significou sair do automático e me conectar comigo, entender como conseguir estar mais presente e encontrar esta forma de viver “pensando” e não na maré como me senti em vários momentos. Sinto que esta foi a grande descoberta. A busca pelo “observar” e “questionar” sobre pensamentos e sentimentos que surgem no dia a dia até chegar a uma resposta que contenha uma compreensão possível das raízes que estão por trás das manifestações que vemos ou sentimos, foi algo que me pareceu incrível, tamanha a simplicidade e o seu caráter natural, sem dogmas, sem teorias e respostas prontas. Essa forma de pesquisa já está me ajudando em minhas reflexões, apesar de sozinho parecer mais difícil. Entender que uma grande parte das coisas que me afetam estão basicamente dentro de mim, não são fatores externos que me prejudicam ou me dificultam o caminho. Isso foi ficando muito claro ao longo da semana. Sou muito grato a vocês que me abriram as portas para poder aprender junto.Conrado Mello, 29 anos, Rio de Janeiro RJ

elida100x100Vim na busca de abrir mais uma janela, das tantas possíveis de serem abertas quando se quer o mundo da claridade. Penso e pensei que esse encontro não foi por acaso, pensei na significação desse encontro para cada um e na importância da presença de cada um em meus processos e reflexões. Foi especialmente bom nesse sentido do grupo, de ver o crescimento do grupo em conjunto e disso reverberando em cada vida. Pra mim, pensando agora, foi bom pra olhar pra trás, ver o caminho já percorrido e que cada intenção de andar foi sim gasolina para chegar em alguns lugares. Digo porque, olhando para mim há alguns anos, me veria querendo falar o tempo todo, revoltada com algumas colocações ou formas de pensar, seria provavelmente muitas vezes indelicada e até agressiva, inconformada. Mas hoje, olhando para minha presença em grupo, penso que, afinal, cada conjunto de opiniões e crenças me ajudam muito a conhecer o outro, o homem, a mulher, e caminhos também, assim em direção a mim mesma. Reflito agora que estou num momento digamos, perigoso, quando parece que tenho clareza das coisas, de mim, do outro, do “funcionamento” das pessoas e da sociedade, como se já tivesse uma boa ideia do que viemos fazer aqui, nossas dificuldades e potências. Digo que é perigoso porque suponho que isso não seja bem verdade, que ainda tenho minhas ilusões quanto a mim e ao que interpreto do outro e que se aproximará a hora de quebrar novas paredes. Este momento é perigoso por um certo “conforto”, “acomodação” que traz consigo, e olhar esse momento me preparando para a necessidade de me revirar do avesso se for preciso, ir mais ainda até as sombras, aos cantinhos da alma. Buscar um momento em que não precise realmente de proteção nenhuma. O tokkou foi muito bom também para pensar na minha prática como educadora. Há muitas práticas dentro da Pedagogia Waldorf (não tanto na teoria, mas na cultura que vem engessando métodos) que produzem e reproduzem prisões. Como não tenho ainda a resposta da forma mais libertadora de fazer educação, sigo firme no propósito de entender minhas prisões internas para evitar reproduzi-las no trato com as crianças, tentar e empenhar-me em semear mentes mais livres, corações mais leves, pés e mãos mais dispostos a agir nesse mundo, a entender o que é o ser humano e sonhar o que podemos, acreditar e inventar potências. Que essas potências encontrem o lugar. Fico pensando se é o suficiente, penso que quanto mais coisas se veem, maior é a sua responsabilidade, e preciso aprender também a lidar com essa “responsabilidade” que assumo, de forma mais leve, artística talvez, talvez mais sustentável. Porque as expectativas comigo mesma e com o mundo são grandes, é preciso estar com o coração aberto ao que não sairá como esperado, aberto às frustrações e aos aprendizados que essas frustrações oferecem. No fim das contas, um foco de aprendizagem muito grande é investigar minha ansiedade e se possível tentar experimentar mais calma, mais paciência, talvez confiar mais sim na força da vida, e no poder da intenção, mesmo que na prática nem sempre apareça o famoso resultado esperado. Espero estar cada vez mais presente, cada vez mais atenta, a cada segundo e ao mesmo tempo, se dormir, aproveitar para sonhar, “fazer da queda passo de dança, do sonho uma ponte, da procura um encontro”. Estou agradecida por esse encontro, mais esse dos tanto que espero ter. Encontros reais, que nos ponham à prova, ou que nos reviremos, encontros que produzam espaços de confiança para que nos joguemos, cada vez mais. Encontros, encontros. Obrigada por seguirem semeando. Élida Santos Ribeiro, 27 anos, Rio de Janeiro RJ

marianaAo longo desta semana tive muitas percepções e reflexões paradigmáticas, para além do “hum… isso é interessante”. A cada passo da investigação algo realmente mudava em mim, o que me provocou diversas reações físicas e emocionais. Acredito que isso se deu porque pude experimentar um tipo de pensamento que o coração também participa. Quando uma questão parecia não ter resposta, algo dentro de mim me indicava um novo caminho. E com segurança e tranquilidade pude compartilhar na roda cada novo ponto de vista que a mim se apresentava. Por outro lado, penso agora, estas “reações físicas e emocionais” também estiveram muito presentes devido a atenção e acolhimento que pude dar a elas com a ajuda de todos. Também estas “reações” faziam parte da pesquisa, e felizmente puderam fazer, por causa do cuidado com que todas as atividades envolviam o propósito do nosso trabalho. De agora em diante, sempre que eu me questionar sobre alguma (qualquer) coisa, sei que posso perguntar a mim mesma. Isso é muito reconfortante, pois em geral estou por perto! Como para mim o kensan é o exercício do filósofo, a primeira coisa que quero fazer é rever meus colegas de curso de filosofia para uma prática não incentivada nos meios acadêmicos, que privilegiam o estudo dos textos considerados filosóficos para a melhor apreensão das respostas que contêm. Precisamos de um momento para fazer perguntas livremente (sem as amarras da vaidade ou das notas, por exemplo) e ouvir, conjuntamente, a nós mesmos. Para além disso, gostaria de levar o kensan a todos que puder, pois sou muito grata por ter recebido o conhecimento de uma nova possibilidade de pensar/sentir/perceber. Estes dias de tokkou me deram muita energia e motivação para trabalhar com educação – sem exclusão, recompensa/punição e hierarquias. Ou, como disse a Alice: muita coragem! de agir desde o coração. Mariana Maia, 21 anos, estudante de filosofia, Campinas SP

leydianaAo longo destes sete dias vivi uma experiência fantástica, fabulosa, na verdade, indescritível. Tudo o que pensava conhecer, acreditar, sentir, tomou uma dimensão que jamais imaginava existir. Conviver de forma harmônica com pessoas até então desconhecidas e completamente diferentes, mas ao mesmo tempo tão semelhantes em seus medos, fraquezas, anseios, amores, foi algo extraordinário. Pessoas que estavam em grandes conflitos internos e externos, assim como eu, mas que estavam também dispostas a aprender, a mudar o campo de visão, a se doarem e a receber dos outros, o que cada um tinha a oferecer. Aprender com o grupo, se reconhecer no outro. Se desconhecer em si mesmo. Recriar, repensar, reviver experiências antigas há muito conhecidas com outro olhar, com os olhos de todos. Poder se despir de todos os preconceitos, definições, conclusões, princípios e ver as coisas como realmente são, ou não. Perceber que nenhuma verdade ou realidade é constante, estável, indiscutível. Tudo pode ser modificado, para melhor. Tudo esta dentro de mim, do outro, de nós, do universo. Todos nós somos capazes de mudar, transformar, aprender, evoluir. Mudar o jeito de pensar os fatos, os sentimentos, é um bom começo. Mudar o olhar sobre a importância dos alimentos e de uma alimentação saudável. Se importar, se preocupar com a harmonia do lar, da família, do trabalho. Pequenas atitudes conscientes de preservação do ambiente. Olhar os detalhes e reconhecer a necessidade dessas mudanças. Leydiana Duarte Fonseca, 26 anos, zootecnista, Montes Claros MG

Encontrei novos caminhos para me perceber e para interpretar as dinâmicas da vida. Percebi o quanto nosso modelo educacional está distante de oferecer essas mesmas ferramentas para que crianças e adolescentes possam assumir seu lugar no mundo com autonomia e real responsabilidade. Ao escutar o que o grupo desenvolvia como estudo – cada um com sua personalidade – procurava me colocar através de cada visão diferenciada e, assim, ampliava, reduzia ou transformava completamente conceitos que antes acreditava concluídos ou definitivos. Me dei conta de como a lógica que nos faz ter certeza de um pensamento pode ser facilmente manipulada caso não haja retorno constante a essa mais antiga pergunta: “Por que?”. O “por que?” nos ilumina e nos desloca do senso comum tão perigosamente “correto”. Sem perceber, cedemos o direito de escolher nosso caminho mais autêntico pelo fato de não nos questionarmos mais através desta investigação mais apurada e, ao mesmo tempo, muito simples. Percebo o kensan como um trabalho para toda a vida e pretendo utilizar essa pesquisa principalmente através do que aprendi sobre o “posicionar-se no zero”.Marcela Velon, 31 anos, Cantora&Compositora, Rio de Janeiro RJ.

Questões aparentemente muito simples podem nos levar longe. O que parece, pode não ser. Percebi que em atividades como varrer, limpar ou lavar, posso entender mais obre meu funcionamento.
Percebi um cuidado intenso com os participantes, muita generosidade e um clima totalmente favorável ao aprendizado, ou melhor, ao desaprendizado de ideias que me impedem de chegar ao ponto zero. Foi uma experiência muito intensa, investigar pensamentos e sentimentos, o dentro e fora , ter a chance de formar uma ideia depois trocá-la por outra que parecesse mais interessante. Fica até difícil resgatar as tantas percepções por que são muitos pontos. O respeito ao tempo de cada um foi bem marcante. Vou continuar perguntando o porque das coisas, manter contato com os amigos, deixando acesa a chama da troca de experiencias. – Carlos Gracie Neto, 32 anos, Educador, Rio de Janeiro RJ

Percebi que a base é uma filosofia extremamente profunda e simples que busca identificar o que é subjetivo e o que é objetivo para dessa forma clarear o pensamento e os sentimentos. Isto é feito através de uma investigação minunciosa de si mesmo e do compartilhamento e da discussão com os demais do grupo de reuniões. A partir do exame dos temas propostos, percebi que é importante distinguir o que apreendemos do mundo – através de nossos sentidos – da realidade mais concreta. Eu já havia trabalhado essas questões em terapias, mas a forma peculiar do Tokkou trouxe novos elementos muito importantes. Consegui aprender com o grupo a abrir mão de certos vícios emocionais ao longo da semana. Espero conseguir incorporar a forma de investigação do curso na minha vida cotidiana – minhas relações, meu trabalho, minha maneira de viver em geral. Tenho vontade de um dia viver numa comunidade que valorize e trabalhe esses conhecimentos. – Maria Accioly Dias, 32 anos, musicista, Rio de Janeiro RJ

Eu sabia que aqui eu iria encontrar um ritmo de vida completamente diferente do que eu estou acostumada. Mas não poderia imaginar o que eu iria sentir e o quanto seria difícil e maravilhoso viver esta experiência. Os primeiros dias dias foram muito complicados. As regras nem me assustaram tanto, mas a rotina me parecia enlouquecedora. Além disso, durante as reuniões eu não via muito sentido e menos ainda finalidades para tantas perguntas “irrespondíveis”. Senti raiva diante do material de pesquisa, e achei que se a dinâmica não mudasse rapidamente eu iria enlouquecer. Passei por vários processos de angústia. Senti raiva dos zeladores, depois dos integrantes do grupo, depois de mim mesma. Finalmente uma luz se acendeu. E como uma pequena chave dentro de mim fosse girada, eu vislumbrei finalmente a paz da compreensão. Compreendi que a maioria dos meus problemas acontecem dentro de mim e que o que julgava antes verdade não passava de imaginação da minha mente. Entendi a busca da verdade e vi uma saída possível no posicionar-se no zero. Termino hoje o curso com certeza de que estava no lugar certo e com as pessoas certas fazendo aquilo que deveria ter feito. Sinto que o desafio maior ainda está por vir. Levar para a minha vida o olhar de um mundo sem fronteiras, do saber-me parte integrante do único, quando ao meu redor tudo me diz e empurra para o contrário. Mas acredito que é possível se eu estiver com a mente livre a capaz de ver o que realmente é: a verdade, a real felicidade e a busca constante do autoconhecimento. – Letícia Cannavale, 32 anos, atriz, Grajaú RJ

Foi uma dinâmica simples de vida, que busca acima de tudo, aprofundar o conhecimento sobre si mesmo, sobre a vida e a sociedade. O que ficou de maior valor para mim foi o questionamento de conceitos entendidos como normais e naturais na nossa sociedade. Percebi como minhas impressões iniciais sobre qualquer coisa podem estar enganadas e merecem maior atenção – “como é isso?”, “é assim mesmo?”. Dada a profundidade do que vivemos tenho dificuldade nesse momento de expor com clareza como o curso mexeu comigo e sinto necessidade de mais tempo para “decantar” essa experiência. Contudo, acima de tudo, agradeço a oportunidade de ter estado aqui e conhecido a vila yamaguishi. Foi um passo significativo que dei na minha transição para uma vida mais simples e de realização comunitária. – Julio Barreto, 32 anos, pscicoterapeuta, Rio de Janeiro RJ

A minha motivação para fazer o Tokkou foi a procura por um mundo melhor, que faça sentido, mais feliz. Uma nova realidade com a procupação de que esta será um dia a realidade do meu filho. O curso Tokkou não foi fácil e nem sempre confortável, mas me abriu os olhos para uma porção de coisas. Me ajudou a ver o mundo mais objetivamente. Me inspirou com a possibilidade real de um mundo melhor. Me trouxe questionamentos quanto as meu processo de procura de uma vida mais feliz – com que objetivo eu procuro viver em comunidade? Porque eu acredito estar nela a “salvação”, ou porque me unir com pessoas a fim me faz sentiru amparada, entendida, apoiada, instigada…? Se torna claro para mim agora que viver em comunidade é um meio e não o fim em si. Continuarei agora minha busca de forma mais ciente, mais esclarescedora sobre aquilo que é o fim e aquilo que é o meio. Poderei compartilhar com meu parceiro uma visão mais objetiva do mundo. Acredito ter em mão um instrumento que nos conduzirá a um caminho mais claro e possivelmente mais curto. Me sinto mais preparada na educação de meu filho em relação a valores que lhe passarei. – Erica Weel, 36 anos, arquiteta, Holambra SP

“Fiquei surpreso com a profundidade e intensidade dos resultados alcançados (por mim e pelo que pude perceber, pelos demais participantes) com questões de extrema simplicidade. A principio duvidei de efetividade, na sequencia fiquei decepcionado e irritado, mas ao final do 2º dia já estava confiante no método, até então desconhecido. Experimentei, pela primeira vez e de verdade, examinar um problema. E através deste exercício constatei o quanto de superficialidade existia/existe em minha maneira tradicional de análise, ao mesmo tempo em que observei a simplicidade e o imediatismo das respostas ou conclusões que eu tomava. Foi com esse método que constatei que, mais importante do que a conclusão, é o processo de reflexão, sem julgamentos, conceitos, história e outros elementos que impedem a profundidade e efetividade da analise.” – Celso Costa Lopes, 55 anos, prof. UniCamp, Campinas SP.

“Participar deste curso me fez perceber um pouco como nossa cabeça funciona de verdade. Percebi também a felicidade que as pessoas da casa tem, além de uma simplicidade que inspira. Foi a 1a. vez que fiz um curso onde não sabia a grade e conteúdo, e saí do curso sem nenhuma resposta e muito menos diploma, porém levo comigo muitos exemplos de sabedoria. Referente ao método do curso, realmente achei surpreendente, dinâmico e muito interessante, pois todos são ouvidos e ninguém chega a respostas. Fantástico!!” – André Mendonça Marchioro, 30 anos, Ema Software, Criciuma SC.

“Em um destes momentos pude parar para analisar como eu agia dentro do grupo, e me fez sentir que eu estava sendo eu mesmo, livre de receios do que as pessoas pesariam de mim. Senti uma certa alegria por poder ter esta oportunidade quase que única. Refleti sobre o fato de os zeladores nos deixarem sozinhos sempre que nós não estávamos em reunião, e conclui que desta maneira teríamos a possibilidade de nos aproximarmos mais e refletirmos sozinhos. Considero este ponto importante pois visualizei que eu estava sendo eu mesmo, e me ajudou a me desprender de coisas que pensava e sentia.” – Fabio Zanatta, 23 anos, estudante, Campinas SP.

“Foi uma vivência que sinto ter “mexido”, em questões interiores. Questões como: a forma como eu mesma me enxergo e me comporto em um grupo e como eu enxergo e reajo com outros elementos do grupo. O que é impressão? O que é fato? Aceitar-me como eu sou e através disso alcançar o bem estar e não ter que me mudar para “adequar-me” em ser “aceita” pelo grupo.” – Fabiana Miwa, 35 anos, eng. agrônoma, São Paulo SP.

“Sem querer ser arrogante, cheguei aqui com fortes idéias e visões/sonhos. É incrível o processo pelo qual você passa: você chega em tal profundidade, sem machucar os sentimentos, traumatizando “egos” dos participantes. Consegui tornar mais claro dentro de mim o que acredito, o que eu sonho ou o que eu preciso. Ótimo trabalho! Foi um grande momento para a minha vida. Após esse curso sinto que estou apto a me posicionar diante das prioridades da minha vida.” – Antonios (Adonis) Stellas, 35 anos, téc.agrícola, Marathon-Grécia.

Walkyria“Tokkou é uma quebra de paradigma. Tudo que esperamos, tudo que pensamos saber – ou temos certeza – vai por terra dia-a-dia. Aos poucos, porém continuamente, nosso coração vai se despindo das regras, das convenções, dos alicerces seguros, estaqueados nesse coração. Aos poucos, porém continuamente, nesse vazio criado pela entrega dos pertences desse coração, vai aparecendo um espaço novo, e surgem portas onde antes só se viam paredes altas. É, e tudo isso é possível pelo exemplo vivo dos zeladores. E pelo exemplo vivo de nossas atitudes, vamos nos cansando de nós mesmos. Que louco! Como é possível isto? É um método milagroso? É um tipo de lavagem cerebral? Que louco! É apenas a realidade como ela é. E essa verdade é tão forte, tão avassaladora, que quando ela surge, dentro do coração, ela vai avançando como um tornado, levando em sua passagem tudo que vá pela frente, impiedosamente. Bom, isso dói muito! Dói porque desestabiliza. E então de novo, o amor e o exemplo do amor vivo dos monitores vai aos poucos nos aquecendo e fazendo germinar a semente que está em todos os corações. Acho que é essa semente da Verdade Verdadeira que nos faz todos iguais. Então, cada semente pode nascer e crescer com suas características próprias, únicas e especiais. Somos tão iguais, e tão diferentes.” – Walkyria Rennó Suleiman, 53 anos, Artista Gráfica, São Paulo SP.

Luciane“É uma experiência maravilhosa. Percebi que antes mal “pensava” para responder questões e agora vejo que quanto mais exercitamos o ato de pensar mais encontramos respostas. Vivemos em uma sociedade cheia de conceitos, aliás, sem pensar na sociedade eu sou cheia de conceitos e deixando todos esses conceitos, convenções, passei a enxergar muitas coisas de uma forma diferente. Confesso que estou um pouco “assustada” pois agora verei com outros olhos. Vi que vivemos em uma PRISÃO EM LIBERDADE” . Quero saber mais, me aprofundar mais.” – Luciane F Birello, 26 anos, Prof. Educação Fisica, Baurú SP.

Shanti“A metodologia do Tokkou me surpreendeu pela originalidade, no sentido de que até agora não havia conhecido nem participado de nada neste estilo. Gente…e já fiz um “bocado de coisas”. Traduzi como uma profunda investigação da mente, o seu acúmulo de crenças, conceitos, preconceitos, rótulos, padrões, condicionamentos, etc. Me intriga a procura de encontrar (ao se esvaziar de tudo isto), o tesouro escondido nesta profundidade, ou melhor, obstruído por tantas formas. Pareceu-me chegar a um limiar, as vezes perto de compreender, e de novo perdendo o elo tão tênue. Continuo sem as respostas (por enquanto…). Como me disseram, as fichas vão caindo… com o tempo. O convívio com todos foi leve, colaborativo e fraterno. A mudança de cenário do “palco” é estimulante e não deixa espaço para divagações inúteis e nem para sonos/sonhos mais prolongados. Os zeladores foram de uma paciência ilimitada, instigantes e muitas vezes humorados. Sou grata por sua focalização que manteve meu interesse em alerta. A equipe de apoio foi incansável na retaguarda, nos quitutes, pães… humm… que pães! Agora tenho mais uma ferramenta para utilizar neste mundo de fora. Quem sabe poderei somar com harmonia esta “utopia” de “uma sociedade próspera junto com todo o Universo”? – Shanti Garcia, 64 anos – São Carlos SP.

Cristina “Apesar da busca que me moveu até aqui, portanto do desejo de respostas, as expectativas se esvaíram durante o caminho. As perguntas estranhas, estranhamente simples e ao mesmo tempo capazes de me despertar tanta confusão mental e sentimental, ecoavam um sentido com o passar das reuniões de kensan. Sinto que as reflexões, o despertar, as revelações, o diálogo e o caminho que encontrei aqui felizmente ecoaram em mim. O processo paciente (dos zeladores) e a princípio sem sentido aos poucos me pareceu menos obscuro. Foi essencial para que eu percebesse o rumo para a verdadeira felicidade. Sem questionar meus conceitos e meu modo subjetivo de pensar, seria impossível ver com clareza do que se trata o curso. Sinto agora que posso ensaiar alguns passos, após o apoio zeloso de todos que estavam no Tokkou. Não sei se as minhas dúvidas iniciais (que supostamente me trouxeram aqui) foram respondidas. Nem pensei nelas. Mas agora gostaria de pensar, procurando alguma clareza. E a elas vão se somar as perguntas das reuniões, que me acompanharão e aos poucos, espero poder ver e viver com clareza.” – Cristina Yamazaki, 32 anos, editora, São Paulo SP.

Silvia Bio“Eu fui sem ter perguntado antes como seria esta semana. Apenas acreditava que teria tempo para ficar pensando e refletindo, e que ouviria muitas coisas, mas pensei que não acreditaria em quase nada. Pensei que ia ficar quieta e que poderia passar horas sozinha, ‘sem fazer nada’. Me surpreendi desde o primeiro momento. Comecei a identificar nas reuniões os meus verdadeiros sentimentos, a lembrar de tantos fatos da minha vida, dos meus filhos, do meu casamento que já terminou, das pessoas de que gosto e sinto medo de perder. Comecei a achar esquisito que tantas coisas que eram ditas nas reuniões já estavam dentro de mim, e eu não acreditava nelas. Senti que passei a considerar de verdade e com muita simplicidade o que eu estava pensando e sentindo… Mas o momento principal, que me tocou bem fundo, e me fez compreender muita coisa, foi a pergunta: -Você pode…? O que sentia naquele momento era uma leveza tão grande, que tinha vontade de sair dançando pelos corredores… O Tokkou mudou minha vida, sinceramente. Não como uma situação imaginária e ideal, um ‘paraíso’… é uma mudança profunda e verdadeira, uma liberdade interna, que está presente em todas as relações do meu dia-a-dia.” – Sílvia, 48 anos, geógrafa, São Paulo SP.

zemarcio“Confesso que tenho costume de pensar, mas sempre sem método, partindo de um ponto, mas nunca do zero. Foi uma experiência diferente e muito gratificante. Me proporcionou oportunidades diversas para pesquisar meus sentimentos mais íntimos, pude desamarrar diversos nós, outros consegui afrouxar, em alguns pude vê-los mas ainda não senti coragem para tocar. Repensei pensamentos, sentimentos e ações nas diversas atividades da minha vida, tais como: saúde, minha família, meu trabalho, projeto orgânico, vida espiritual, meus animais, colaboradores, etc… Redescobri meu amor por minha mãe, reavaliei minha relação matrimonial e por que deixei chegar ao ponto atual…” – Zé Marcio, 49 anos, economista, agricultor orgânico, Maria da Fé MG.

fabiana“Foi emocionante toda esta experiência, ainda mais, por ter vivenciado momentos profundos comigo mesma, de explorar partes de mim. Teve momentos, ainda na subida do morro, que achei que não ia conseguir achar as saídas para as minhas perguntas [ken-ko-sô, on-ko-tô, on-ko-vô] e ainda acho que vou levar algum tempo nesse trajeto, mas a oportunidade de ir fundo me fez enxergar um mundo de possibilidades novas. Aprendi muito com cada um do grupo, coisas do cotidiano e da vida que ainda não tinha olhado. A emoção ainda é grande, depois de tanta demonstração de amor.” – Fabiana, 31 anos, professora de ioga, Campinas SP.

marcos“Simplesmente maravilhoso! Poder estar com pessoas tão diferentes, que no final do curso você as sente como irmãos e também como uma grande família, para mim foi uma vivência muito marcante. Nas reuniões, aos poucos nós vamos entendendo, dentro de cada um, que palavras tão simples, que à primeira vista parecem óbvias, mas a cada segundo, ouvindo todas as pessoas, percebemos a importância enorme que elas têm no mundo. O que com certeza vai ficar guardado em minha alma é que a sociedade feliz existe e que cada vez mais quero caminhar mais profundo dentro dela.” – Janayna, 23 anos, técnica de enfermagem, Campinas, SP.

“Participei do 38º Tokkou, em 1998, éramos um grupo pequeno de 5 pessoas, além dos voluntários. Cairam muitas fichas, chorei muito ao me ver de verdade. São sentimentos que nunca esqueceremos. Ao voltar para casa em Jaguariúna, parecia que a cidade estava diferente, eu via coisas que antes não observava. Ao chegar em casa olhei o terreno vazio em frente, que estava cheio de restos de papéis de produtos que as pessoas compravam na padaria que era minha. Guardei minha mala, peguei um saco de sanito e fui recolher aquele lixo, afinal eu também era responsável por ele. Na verdade eu é que estava diferente e continuo a cada dia buscando e exercendo a consciência no presente.” – Dora, 45 anos, médica, Jaguariúna SP.