“Tokkou é uma quebra de paradigma. Tudo que esperamos, tudo que pensamos saber – ou temos certeza – vai por terra dia-a-dia. Aos poucos, porém continuamente, nosso coração vai se despindo das regras, das convenções, dos alicerces seguros, estaqueados nesse coração. Aos poucos, porém continuamente, nesse vazio criado pela entrega dos pertences desse coração, vai aparecendo um espaço novo, e surgem portas onde antes só se viam paredes altas. É, e tudo isso é possível pelo exemplo vivo dos zeladores. E pelo exemplo vivo de nossas atitudes, vamos nos cansando de nós mesmos. Que louco! Como é possível isto? É um método milagroso? É um tipo de lavagem cerebral? Que louco! É apenas a realidade como ela é. E essa verdade é tão forte, tão avassaladora, que quando ela surge, dentro do coração, ela vai avançando como um tornado, levando em sua passagem tudo que vá pela frente, impiedosamente. Bom, isso dói muito! Dói porque desestabiliza. E então de novo, o amor e o exemplo do amor vivo dos monitores vai aos poucos nos aquecendo e fazendo germinar a semente que está em todos os corações. Acho que é essa semente da Verdade Verdadeira que nos faz todos iguais. Então, cada semente pode nascer e crescer com suas características próprias, únicas e especiais. Somos tão iguais, e tão diferentes.” – Walkyria Rennó Suleiman, 53 anos, Artista Gráfica, São Paulo SP
“É uma experiência maravilhosa. Percebi que antes mal “pensava” para responder questões e agora vejo que quanto mais exercitamos o ato de pensar mais encontramos respostas. Vivemos em uma sociedade cheia de conceitos, aliás, sem pensar na sociedade eu sou cheia de conceitos e deixando todos esses conceitos, convenções, passei a enxergar muitas coisas de uma forma diferente. Confesso que estou um pouco “assustada” pois agora verei com outros olhos. Vi que vivemos em uma PRISÃO EM LIBERDADE” . Quero saber mais, me aprofundar mais.” – Luciane F Birello, 26 anos, Prof. Educação Fisica, Baurú SP
“A metodologia do Tokkou me surpreendeu pela originalidade, no sentido de que até agora não havia conhecido nem participado de nada neste estilo. Gente…e já fiz um “bocado de coisas”. Traduzi como uma profunda investigação da mente, o seu acúmulo de crenças, conceitos, preconceitos, rótulos, padrões, condicionamentos, etc. Me intriga a procura de encontrar (ao se esvaziar de tudo isto), o tesouro escondido nesta profundidade, ou melhor, obstruído por tantas formas. Pareceu-me chegar a um limiar, as vezes perto de compreender, e de novo perdendo o elo tão tênue. Continuo sem as respostas (por enquanto…). Como me disseram, as fichas vão caindo… com o tempo. O convívio com todos foi leve, colaborativo e fraterno. A mudança de cenário do “palco” é estimulante e não deixa espaço para divagações inúteis e nem para sonos/sonhos mais prolongados. Os zeladores foram de uma paciência ilimitada, instigantes e muitas vezes humorados. Sou grata por sua focalização que manteve meu interesse em alerta. A equipe de apoio foi incansável na retaguarda, nos quitutes, pães… humm… que pães! Agora tenho mais uma ferramenta para utilizar neste mundo de fora. Quem sabe poderei somar com harmonia esta “utopia” de “uma sociedade próspera junto com todo o Universo”? – Shanti Garcia, 64 anos – São Carlos SP
“Apesar da busca que me moveu até aqui, portanto do desejo de respostas, as expectativas se esvaíram durante o caminho. As perguntas estranhas, estranhamente simples e ao mesmo tempo capazes de me despertar tanta confusão mental e sentimental, ecoavam um sentido com o passar das reuniões de kensan. Sinto que as reflexões, o despertar, as revelações, o diálogo e o caminho que encontrei aqui felizmente ecoaram em mim. O processo paciente (dos zeladores) e a princípio sem sentido aos poucos me pareceu menos obscuro. Foi essencial para que eu percebesse o rumo para a verdadeira felicidade. Sem questionar meus conceitos e meu modo subjetivo de pensar, seria impossível ver com clareza do que se trata o curso. Sinto agora que posso ensaiar alguns passos, após o apoio zeloso de todos que estavam no Tokkou. Não sei se as minhas dúvidas iniciais (que supostamente me trouxeram aqui) foram respondidas. Nem pensei nelas. Mas agora gostaria de pensar, procurando alguma clareza. E a elas vão se somar as perguntas das reuniões, que me acompanharão e aos poucos, espero poder ver e viver com clareza.” – Cristina Yamazaki, 32 anos, editora, São Paulo SP
“Eu fui sem ter perguntado antes como seria esta semana. Apenas acreditava que teria tempo para ficar pensando e refletindo, e que ouviria muitas coisas, mas pensei que não acreditaria em quase nada. Pensei que ia ficar quieta e que poderia passar horas sozinha, ‘sem fazer nada’. Me surpreendi desde o primeiro momento. Comecei a identificar nas reuniões os meus verdadeiros sentimentos, a lembrar de tantos fatos da minha vida, dos meus filhos, do meu casamento que já terminou, das pessoas de que gosto e sinto medo de perder. Comecei a achar esquisito que tantas coisas que eram ditas nas reuniões já estavam dentro de mim, e eu não acreditava nelas. Senti que passei a considerar de verdade e com muita simplicidade o que eu estava pensando e sentindo… Mas o momento principal, que me tocou bem fundo, e me fez compreender muita coisa, foi a pergunta: -Você pode…? O que sentia naquele momento era uma leveza tão grande, que tinha vontade de sair dançando pelos corredores… O Tokkou mudou minha vida, sinceramente. Não como uma situação imaginária e ideal, um ‘paraíso’… é uma mudança profunda e verdadeira, uma liberdade interna, que está presente em todas as relações do meu dia-a-dia.” – Sílvia, 48 anos, geógrafa, São Paulo SP
“Confesso que tenho costume de pensar, mas sempre sem método, partindo de um ponto, mas nunca do zero. Foi uma experiência diferente e muito gratificante. Me proporcionou oportunidades diversas para pesquisar meus sentimentos mais íntimos, pude desamarrar diversos nós, outros consegui afrouxar, em alguns pude vê-los mas ainda não senti coragem para tocar. Repensei pensamentos, sentimentos e ações nas diversas atividades da minha vida, tais como: saúde, minha família, meu trabalho, projeto orgânico, vida espiritual, meus animais, colaboradores, etc… Redescobri meu amor por minha mãe, reavaliei minha relação matrimonial e por que deixei chegar ao ponto atual…” – Zé Marcio, 49 anos, economista, agricultor orgânico, Maria da Fé MG
“Foi emocionante toda esta experiência, ainda mais, por ter vivenciado momentos profundos comigo mesma, de explorar partes de mim. Teve momentos, ainda na subida do morro, que achei que não ia conseguir achar as saídas para as minhas perguntas [ken-ko-sô, on-ko-tô, on-ko-vô] e ainda acho que vou levar algum tempo nesse trajeto, mas a oportunidade de ir fundo me fez enxergar um mundo de possibilidades novas. Aprendi muito com cada um do grupo, coisas do cotidiano e da vida que ainda não tinha olhado. A emoção ainda é grande, depois de tanta demonstração de amor.” – Fabiana, 31 anos, professora de ioga, Campinas SP
“Simplesmente maravilhoso! Poder estar com pessoas tão diferentes, que no final do curso você as sente como irmãos e também como uma grande família, para mim foi uma vivência muito marcante. Nas reuniões, aos poucos nós vamos entendendo, dentro de cada um, que palavras tão simples, que à primeira vista parecem óbvias, mas a cada segundo, ouvindo todas as pessoas, percebemos a importância enorme que elas têm no mundo. O que com certeza vai ficar guardado em minha alma é que a sociedade feliz existe e que cada vez mais quero caminhar mais profundo dentro dela.” – Janayna, 23 anos, técnica de enfermagem, Campinas, SP
O Tokkou foi a experiência mais libertadora da minha vida. Ele “escangalhou” com meus padrões mentais e com a minha forma viciada de pensar. Foi um choque, me dar conta que boa parte dos problemas da minha vida, mais ou menos… uns 100%, eram originados na minha própria cabeça. E na Escola de Kensan iniciei a viagem de volta pra casa, para a realidade! – Itamar Vieira, 42 anos, administrador, Criciúma SC. Para ler mais…
Participei do 38º Tokkou, em 1998, éramos um grupo pequeno de 5 pessoas, além dos voluntários. Cairam muitas fichas, chorei muito ao me ver de verdade. São sentimentos que nunca esqueceremos. Ao voltar para casa em Jaguariúna, parecia que a cidade estava diferente, eu via coisas que antes não observava. Ao chegar em casa olhei o terreno vazio em frente, que estava cheio de restos de papéis de produtos que as pessoas compravam na padaria que era minha. Guardei minha mala, peguei um saco de sanito e fui recolher aquele lixo, afinal eu também era responsável por ele. Na verdade eu é que estava diferente e continuo a cada dia buscando e exercendo a consciência no presente. – Dora, 45 anos, médica, Jaguariúna SP